quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Saudades
Hoje eu acordei com saudades. Não sei bem certo do quê. Saudade de tudo. Saudade de nada. Saudade de qualquer coisa. Saudade de ser criança. Saudade de casa. Dos meus amigos de infância. Dos meus amigos de agora. Dos meus cachorros. Do meu avô que nunca conheci. Da faculdade. Do colégio. Saudade de ter saudades de alguém. Saudade de tudo que já vivi. De tudo que não vivi. E de tudo que nunca viverei. Saudade de ontem. Saudade de anteontem. Sentir saudades significa distância. Geográfica ou temporal. Não sentir saudades pode significar proximidade. Pode não significar nada. Pode ser bom. Pode ser ruim. Saudade não se explica. Saudade se sente. Saudade se mata.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Palavras apenas. Palavras pequenas
Porque. Porquê. Por que. Por quê. Poker. Pôr o quê. Porqueira. Parque. Leparcur. Ler pra quê. Lepra aqui. Letra Q. Lê Trakinas. Entra aqui. Entreti. Entre ti. Entre tia. Entre a pia. Entropia. Utopia. Centopéia. Sem teu pé. Sim tô a pé. Sinta a pele. Senta perto. Céu ta preto. Celta preto. Solta preso. Salta prego. Falta cego. Flauta eu pego. Flato eu nego. Foi teu nêgo. Foi sem cheiro. Foi sincero. Foi-se Nero. Coice espero. Doce eu quero. Dou se eu quero. Tô sem teto. Tó seu feto. Tosse afeta. Trouxe a festa. Trace a reta. Jaz sua neta. Jaque aperta. Já que é certo. Jaca eu sei. Já cansei.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Pequenas coisas da vida
Anão. Bonsai. Moeda de um centavo. Fechadura. Presépio. Lego. Yakult. Bisnaguinha. Lóbulo. Ford Ka. Bolinha de gude. Cavaquinho. Sardinha. Nelson Ned. Pintcher. Grampo. Clips. Amora. Falange. Sergipe. Curta-metragem. Plutão. Pinto de japonês. Grafite. Mini-saia. Ovo de codorna. Asterisco. Alfinete. Post-it. Copo de pinga.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
Amor X Ódio
Amor e ódio são paralelos. Mas como dizem, as paralelas se encontram no infinito. Então o amor e o ódio se encontram. E quando encontram se unem como ímãs.
A diferença entre amor e ódio é meramente vetorial. As atitudes são as mesmas. Os sentimentos são os mesmos. A bitolação é a mesma. A vontade é a mesma. Porém, cada um tem uma direção. Enquanto um vai pra lá, o outro vem pra cá. E quando a intensidade dos dois é igual, diferentemente da física, eles não se anulam. Eles apenas são, simultaneamente. É como se eles morassem na mesma casa. Enquanto o amor ama, o ódio odeia. O amor quer odiar. O ódio já amou.
A diferença entre amor e ódio é meramente vetorial. As atitudes são as mesmas. Os sentimentos são os mesmos. A bitolação é a mesma. A vontade é a mesma. Porém, cada um tem uma direção. Enquanto um vai pra lá, o outro vem pra cá. E quando a intensidade dos dois é igual, diferentemente da física, eles não se anulam. Eles apenas são, simultaneamente. É como se eles morassem na mesma casa. Enquanto o amor ama, o ódio odeia. O amor quer odiar. O ódio já amou.
sábado, 25 de outubro de 2008
Dúvidas frequentes III
Como se diferencia os banheiros públicos na Escócia se todos os sexos usam saia?
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Dúvidas frequentes II
Pra que serve o botão de open/close no controle remoto de DVD se para colocar ou tirar o disco terei que me deslocar até o aparelho?
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Textículos III
Antigamente quando um escritor fazia um texto novo, dizia que era um texto novinho em folha. Hoje eu digo que é um texto novinho em tela.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Noé o que parece.
Prazer. Meu nome é Noé. Há alguns anos eu trabalhava com animais. Disse ‘trabalhava’, porque fui demitido. Por dormir durante o serviço. Mas foi sacanagem o que fizeram comigo. Certa vez, um ricaço barbudo entrou em contato conosco solicitando a entrega de centenas de animais. Um casal de cada espécie. Mas tinha que ser os melhores. Alguém tinha que reunir todos os animais e selecionar o melhor casal. Quem foi incumbido de tal tarefa? O estagiário aqui. Lá fui eu. Comecei pelos animais mais tranqüilos. Coelhos. Preás. Esquilos. Fiz a lista. Havia pelo menos 50 de cada. Resolvi passar para os animais mais raros, pois assim não teriam tantos. Mico-leão-dourado. Onça pintada. Tamanduá bandeira. Em média de 15 cada. Na parte do aquário quase morri afogado. Acho que engoli uns 10 betas. As aves foram as mais difíceis. Como eu quis ter asas. Na vez dos pardais, perdi a conta. É a espécie mais populosa do mundo. Peguei dois quaisquer. Pardal é tudo igual. Cheguei no setor fazenda. Vacas. Cavalos. Ovelhas. Ao todo devia ter uns 200 animais nesse setor. Ainda bem que sempre fui bom em matemática. Aí veio a cagada. No cercado ao lado contei 17 carneirinhos. Depois disso eu dormi. Até hoje não engulo essa história. Acho que foi armação pra cima de mim.
domingo, 5 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
PersonificAno
Janeiro: É aquele universitário que não tá nem um pouco afim de trabalhar ainda.
Fevereiro: Aquele cara festeiro, beberrão, que pega todas. Porém, morre antes que todo mundo.
Março: Um cara que não se abala com nada. Faça chuva ou faça sol, está de bem com a vida.
Abril: Aquele seu primo pentelho que adora pregar peças em todo mundo.
Maio: Dondoca especialista em casamentos. Já se casou várias vezes.
Junho: Quarentão galã e estiloso. Solteiro e sempre perfumado com sua jaqueta de couro.
Julho: Avozinho bondoso com seu colete de lã levando seus netos pra passear.
Agosto: Cara sinistro, sempre de barba, porém inofensivo.
Setembro: Mocinha apaixonada passeando no jardim. Pensando em seu amado.
Outubro: Criança despreocupada brincando na rua.
Novembro: Aquele cara desencanado, que sempre deixa pra resolver tudo na última hora.
Dezembro: Sujeito gordo sentado na rede com uma lata de cerveja na mão. E várias vazias no chão.
Fevereiro: Aquele cara festeiro, beberrão, que pega todas. Porém, morre antes que todo mundo.
Março: Um cara que não se abala com nada. Faça chuva ou faça sol, está de bem com a vida.
Abril: Aquele seu primo pentelho que adora pregar peças em todo mundo.
Maio: Dondoca especialista em casamentos. Já se casou várias vezes.
Junho: Quarentão galã e estiloso. Solteiro e sempre perfumado com sua jaqueta de couro.
Julho: Avozinho bondoso com seu colete de lã levando seus netos pra passear.
Agosto: Cara sinistro, sempre de barba, porém inofensivo.
Setembro: Mocinha apaixonada passeando no jardim. Pensando em seu amado.
Outubro: Criança despreocupada brincando na rua.
Novembro: Aquele cara desencanado, que sempre deixa pra resolver tudo na última hora.
Dezembro: Sujeito gordo sentado na rede com uma lata de cerveja na mão. E várias vazias no chão.
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