terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Guardanapo

Uma mesa de bar, uma tulipa de chopp.
Um guardanapo e uma caneta bic.
Será que sai um samba?
Se sair eu coloco o seu nome.
Se o chopp acabar eu peço outro.
Se o guardanapo rasgar eu pego outro.
Se a bic falhar eu uso um lápis.
Se o samba não der certo eu tento um rock.
Troco de mesa, troco até de bar.
Pago a conta e deixo o troco.
Só o seu nome que eu não troco.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ÉSSE

Sempre soube sentir saudades.
Só sinta-se só se sentir saudades.
Só sinta saudades se sentir-se só.
Saiba: Sonhos são sensatos se simplesmente sentirmos.
Suores, salivas, sonhos soturnos.
Simples sinais.
Saí sem saber se sonhei sozinho.
Subitamente senti sede. Senti sono.
Sabiamente soube subir.
Sem sangrar. Sem sofrer.
Sorte.
Sinos soaram.
Sinto sons suaves.
Sem seu sorriso sou só.
Será?
Sim.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Pena

Queria escrever com pena, só pra rimar com a pena que sinto.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Cão sem Dono


Por quem ladras tu, ó, cão sem dono?
Pela vida. Pela liberdade.
Pela sorte. Pela morte.
A cidade é seu quintal.
Cada canto. Cada pranto. Cada praça.
– Passa, passa. Não tem raça – grita a madame.
Acha graça. Faz pirraça.
Vira a lata. Vira a noite.
À procura de um almoço, um osso.
Tem dia que não come.
Não tem nome.
Mas por que teria?
Se não tem quem o cria.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Sono

Sonhei que perdi o sono.
Acordei e perdi o sonho.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Escala da vida

O músico trabalha de sol a sol.
Sua escala nunca cessa.
Trabalha.
Sem dó nem piedade.
Cidade?
Lá e cá.
Parte gosta e parte atura.
De minuto em minuto, um sustenido é banido.
Um menor, abandonado e um tempo perdido.
Com passos curtos, caminha à vida.
Confusa e semifusa.
E muitas vezes, sem ganhar uma nota.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Universo

Meu único verso é o universo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Estações

Enquanto eu outono, você primavera.
E assim, eles verão nosso inverno.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dois mil e doze

Dois mil e doze. Se queres mesmo acabar com o mundo, dê-me ante a um segundo.
Meus prazeres noturnos. Meus segredos mais soturnos. Em turnos e returnos.
Em maços e cachaça. Pra ver que a vida passa. Ou não passa de uma caça.
Pra que no fim. No último festim. Seja enfim, o fim de mim.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Grécia

Na Grécia o templo não passa.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Dá um dó. Disse o músico enquanto afinava seu violão quebrado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Ilustrador

Quem desdenha quer comprar.
Quem desenha quer vender.
Já dizia o ilustre ilustrador enquanto lustrava o lustre.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Samba

Na dúvida entre dois sambas, sambo ambos.

domingo, 29 de maio de 2011

Um Dia

Até quem nasce vivo um dia morre.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lua Cheia

Em noite de lua cheia, lobo uiva em sol maior.