Uma mesa de bar, uma tulipa de chopp.
Um guardanapo e uma caneta bic.
Será que sai um samba?
Se sair eu coloco o seu nome.
Se o chopp acabar eu peço outro.
Se o guardanapo rasgar eu pego outro.
Se a bic falhar eu uso um lápis.
Se o samba não der certo eu tento um rock.
Troco de mesa, troco até de bar.
Pago a conta e deixo o troco.
Só o seu nome que eu não troco.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
ÉSSE
Sempre soube sentir saudades.
Só sinta-se só se sentir saudades.
Só sinta saudades se sentir-se só.
Saiba: Sonhos são sensatos se simplesmente sentirmos.
Suores, salivas, sonhos soturnos.
Simples sinais.
Saí sem saber se sonhei sozinho.
Subitamente senti sede. Senti sono.
Sabiamente soube subir.
Sem sangrar. Sem sofrer.
Sorte.
Sinos soaram.
Sinto sons suaves.
Sem seu sorriso sou só.
Será?
Sim.
Só sinta-se só se sentir saudades.
Só sinta saudades se sentir-se só.
Saiba: Sonhos são sensatos se simplesmente sentirmos.
Suores, salivas, sonhos soturnos.
Simples sinais.
Saí sem saber se sonhei sozinho.
Subitamente senti sede. Senti sono.
Sabiamente soube subir.
Sem sangrar. Sem sofrer.
Sorte.
Sinos soaram.
Sinto sons suaves.
Sem seu sorriso sou só.
Será?
Sim.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
Cão sem Dono
Por quem ladras tu, ó, cão sem dono?
Pela vida. Pela liberdade.
Pela sorte. Pela morte.
A cidade é seu quintal.
Cada canto. Cada pranto. Cada praça.
– Passa, passa. Não tem raça – grita a madame.
Acha graça. Faz pirraça.
Vira a lata. Vira a noite.
À procura de um almoço, um osso.
Tem dia que não come.
Não tem nome.
Mas por que teria?
Se não tem quem o cria.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Escala da vida
O músico trabalha de sol a sol.
Sua escala nunca cessa.
Trabalha.
Sem dó nem piedade.
Cidade?
Lá e cá.
Parte gosta e parte atura.
De minuto em minuto, um sustenido é banido.
Um menor, abandonado e um tempo perdido.
Com passos curtos, caminha à vida.
Confusa e semifusa.
E muitas vezes, sem ganhar uma nota.
Sua escala nunca cessa.
Trabalha.
Sem dó nem piedade.
Cidade?
Lá e cá.
Parte gosta e parte atura.
De minuto em minuto, um sustenido é banido.
Um menor, abandonado e um tempo perdido.
Com passos curtos, caminha à vida.
Confusa e semifusa.
E muitas vezes, sem ganhar uma nota.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Dois mil e doze
Dois mil e doze. Se queres mesmo acabar com o mundo, dê-me ante a um segundo.
Meus prazeres noturnos. Meus segredos mais soturnos. Em turnos e returnos.
Em maços e cachaça. Pra ver que a vida passa. Ou não passa de uma caça.
Pra que no fim. No último festim. Seja enfim, o fim de mim.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Ilustrador
Quem desdenha quer comprar.
Quem desenha quer vender.
Já dizia o ilustre ilustrador enquanto lustrava o lustre.
Quem desenha quer vender.
Já dizia o ilustre ilustrador enquanto lustrava o lustre.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
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