sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Criaturas marinha

As criaturas marinhas são um show a parte. O fundo do mar é um mundo curioso e peculiar da fauna mundial. Com suas sereias e submarinos amarelos, os oceanos encantam a raça humana. Mas algumas espécies me chamam a atenção. O polvo por exemplo. Ele anda pra trás pra andar pra frente. Como dizem por aí, dá um passo pra trás para dar dois à frente. Na verdade não são passos, pois não possui pernas. Mas que ele volta antes de ir é fato. Ele demora o dobro pra chegar. Fico imaginando quando ele se perde. Pergunta pra uma arraia. “Como faço pra chegar ao coral 36?”. “Atravessa a concha, vira na 3ª anêmona, fica à sua esquerda”. “É muito longe?”. “5 minutinhos”. Ele demora 10. Daí ele pensa. “Arraia filha da puta, me enganou”. Mas ela não tem culpa. Ele que anda pela metade. O siri. A mãe dele fala. “Filho, ao atravessar a rua, olhe para os dois lados”. Como? Ele anda de lado. Não olha de lado. Ele atravessa a 1ª metade da avenida tranquilo. Quando pisa na 2ª metade. Morreu. Ele só pode atravessar rua de mão única. E o cavalo-marinho. Não sabe se é peixe ou eqüino. Vive em crise existencial. Coitado. Por isso ele tem aquele formato de ponto de interrogação. É um peixe elegante. Esbelto. Delicado. Meio gay. Também pudera. Não existem éguas-marinhas. As tartarugas também são muito interessantes. Não se cansam de viver. Elas demoram mais que os polvos pra chegar. E olha que elas andam por inteiro. Talvez porque saibam que a vida é longa. Bem longa. Elas sobreviveriam facilmente à Revolução Francesa. Ela comete um crime. O rei ordena. “Levem-na para a guilhotina”. Quando a lâmina desce, ela encolhe o pescoço. Tá salva. Os peixes são uma espécie meio sem personalidade. Descobrem um peixe cheio de espinho. Nome? Peixe-espinho. Descobrem um peixe do tamanho de um boi. Nome? Peixe-boi. Sem falar no peixe-espada. Peixe-palhaço. E por aí vai. Acho que fiz esse texto por ter nascido em Minas Gerais. E por achar que tudo isso é um mar necessário.

3 comentários:

Anônimo disse...

prá conhecer o fundo do mar tem que ter muita inspiração...e só expirar quando chegar na superfície.
gostei mesmo

Ana Lúcia disse...

lém de mar necessário é também um Bar Necessário, onde podemos encontrar muitos submarinos, amarelos ou não, depende de quantos tomou.
Só lembrando que em Minas tem Mar de Espanha.
Vá em frente, Mineiro!

Mariana disse...

Hahahahahahahaha, eu ri de mais lendo esse texto. Muito bom!